ALCIDES GAMA, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da APAV
Todos os processos de desenvolvimento se fundamentam e consolidam
através de programas de educação e formação dos seus agentes, que no
caso da actividade desportiva, são ao mesmo tempo e em grande parte os
próprios destinatários do processo.
Também um processo de formação que se pretenda sustentado e constitua
um verdadeiro instrumento de desenvolvimento tendo em vista a obtenção
de níveis de excelência dos praticantes deve ser alicerçado em
princípios que garantam um adequado modelo de intervenção pedagógica, o
uso de metodologias e técnicas didácticas que possibilitem um processo
de aprendizagem baseado no rigor da organização, na competência do
corpo docente, na progressão continua dos alunos e num modelo de
avaliação sério e rigoroso.
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ANTÓNIO SOBRAL, Presidente da Direcção da APAV
Nem todos aqueles que estão envolvidos na modalidade têm uma ideia do
que se passa na arbitragem nacional.
Se, muitas vezes, embandeiramos em
arco, dizendo que estamos ao nível dos melhores da Europa (tecnicamente
falando) o mesmo já não poderemos dizer relativamente a determinadas
coordenadas por que se devia reger a arbitragem.
Assim, alguns exemplos que irei dar e que são uma realidade no dia em
que escrevo este editorial, mais parecem os de um país com um grande
atraso na modalidade.
Em diversas associações regionais, os atrasos nos pagamentos devidos
aos árbitros têm contornos gritantes: em Lisboa, por exemplo, o último
pagamento feito aos árbitros foi o do mês de Novembro de 2001!
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PAULO FÉLIX, Vice-Presidente da Direcção da APAV
No ponto 1 do Artigo 1º dos Estatutos refere-se que «a Associação
Portuguesa de Árbitros de Voleibol (…) representa e defende os
interesses sócio-desportivos dos seus membros através da promoção das
acções conducentes ao desenvolvimento das condições desportivas,
técnicas, sociais e culturais dos árbitros de voleibol».
Para que este
conjunto de objectivos seja plenamente cumprido, a APAV propõe-se,
nomeadamente, zelar pelos direitos e deveres de todos os árbitros desta
modalidade desportiva, sejam eles associados ou não, promovendo a sua
representatividade junto dos diversos órgãos nacionais e internacionais
que superintendem a prática do Voleibol, desenvolvendo a
inter-comunicação com outras associações de classe congéneres e, não
menos importante, procurando que o exercício desta actividade seja
conduzido com o máximo de seriedade e solidariedade.
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Em recente artigo publicado no jornal O Jogo (12 de Março), Alcides
Freire fazia referência às quase abissais diferenças no tocante aos
pagamentos à arbitragem do Hóquei em Patins relativamente ao que se
passa em Espanha: por exemplo, um árbitro recebe por um jogo da 1ª
Divisão 44,89 euros em Portugal, enquanto que, em Espanha, um jogo da
mesma categoria vale 193 euros para o árbitro principal e 163 euros
para o 2º árbitro. Um jogo da 3ª Divisão portuguesa é pago a 19,95
euros e no país vizinho a 139 euros.
Em Espanha, os pagamentos são
feitos ao mesmo tempo que os árbitros recebem a nomeação, enquanto que,
por cá, os nossos colegas do Hóquei em Patins ainda levam mais tempo a
receber do que nós próprios (3 a 4 meses, em média).
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HUMBERTO SIMÕES
Euronotícias
Já imaginou um jogo sem arbitro? Provavelmente nunca lhe passou pela
cabeça mas pense como seria difícil. Normalmente nunca se realça a
exibição de um árbitro pela positiva mas sempre pela negativa. Será que
os árbitros são devidamente compensados pela importância que têm num
jogo?
Os árbitros são personnae non gratae, os álibis perfeitos para
jogadores, treinadores e dirigentes justificarem os resultados obtidos.
O Euronotícias fez uma comparação entre os árbitros de cinco
modalidades (futebol, andebol, basquetebol, voleibol, e hóquei em
patins), dando a conhecer quanto ganham e como se preparam.
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