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APAV - Associação Portuguesa de Árbitros de Voleibol

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DA NECESSIDADE DE PARTICIPAÇÃO DOS ÁRBITROS NUMA ASSOCIAÇÃO DE CLASSE Imprimir e-mail
Paulo Félix (em 2º Plano)PAULO FÉLIX, Vice-Presidente da Direcção da APAV

No ponto 1 do Artigo 1º dos Estatutos refere-se que «a Associação Portuguesa de Árbitros de Voleibol (…) representa e defende os interesses sócio-desportivos dos seus membros através da promoção das acções conducentes ao desenvolvimento das condições desportivas, técnicas, sociais e culturais dos árbitros de voleibol».

Para que este conjunto de objectivos seja plenamente cumprido, a APAV propõe-se, nomeadamente, zelar pelos direitos e deveres de todos os árbitros desta modalidade desportiva, sejam eles associados ou não, promovendo a sua representatividade junto dos diversos órgãos nacionais e internacionais que superintendem a prática do Voleibol, desenvolvendo a inter-comunicação com outras associações de classe congéneres e, não menos importante, procurando que o exercício desta actividade seja conduzido com o máximo de seriedade e solidariedade.
Todos (ou quase todos) sabemos quão desprestigiado se tem tornado o exercício da função de juiz, quer no domínio civil, quer, o que mais nos importa, no campo da actividade desportiva, na maior parte das vezes sem razão alguma. Podemos sempre defender que o Voleibol ainda se encontra algo à margem de todos os graves problemas que afectam outras modalidades, especialmente aquelas em que o factor financeiro assume uma importância capital face aos factores meramente desportivos. No entanto, a realidade que cada vez mais se nos dá observar dificilmente corresponde àquela quase idílica ideia que ainda grassa entre alguns dos nossos colegas, a de que o Voleibol é um desporto “diferente”, jogado, dirigido e assistido por gente “diferente”. Como disse, a realidade tem vindo a desmentir de uma forma cada vez mais acentuada essa ideia.


Se podemos considerar “normais” as acusações de incompetência ou de parcialidade que, estou certo, todos nós já sofremos, quase sempre vindas de quem não tem nem competência nem imparcialidade para as proferir, o multiplicar das situações que implicam um potencial ou mesmo efectivo dano físico sobre quem não faz mais do que, melhor ou pior, desempenhar a função para a qual obteve uma formação específica, não é nem pode nunca ser aceitável. O crescente número de agressões ou tentativas de agressão sobre elementos das equipas de arbitragem, inclusive em jogos dos escalões de formação, algumas públicas outras menos públicas, porque, infelizmente, há colegas nossos que preferem calar-se, deve ser objecto de uma reflexão muito cuidada por parte de todos os intervenientes e de uma actuação sem contemplações de quem tem competência para tal. Ora, a história mais recente não nos tem deixado muito tranquilos.

A realização dos objectivos da APAV pressupõe que os árbitros de Voleibol se revejam no seu espírito e contribuam para o seu esforço em pró de uma cada vez maior dignificação da carreira. É essencial que as outras associações de classe e os órgãos associativos e federativos vejam a APAV como a legítima representante não só dos seus associados como também, o que para nós é o fundamental, de todos os árbitros desta modalidade. Isto não implica que os árbitros se devam obrigatoriamente inscrever nem que a APAV desvalorizará aqueles que o não façam: contudo, quantos mais formos mais fortes seremos e mais fácil e legitimamente faremos chegar a nossa voz onde for preciso. A APAV não se constituiu para ser a porta-voz dos interesses de uns quantos, como alguns querem fazer crer, mas para ser a voz de todos e é para isso que continuaremos a lutar. A luta adivinha-se dura, mas, com a ajuda de todos, será uma luta compensadora. A dignificação da carreira de árbitro assim o exige.



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