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| Futebol versus modalidades |
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Lucílio Baptista, árbitro internacional de futebol, afirmou ao
Euronotícias que nenhum colega seu anda na arbitragem apenas pelo
dinheiro. "O prazer de dirigir um jogo e o prazer de ser árbitro contrapõe a questão financeira." Não se sente mal por ser o interveniente mais mal pago do jogo, defende apenas a profissionalização por um motivo de segurança. "Não posso estar dependente de uma grande penalidade, um fora de jogo ou um cartão vermelho e depois estar 1 ou 2 meses sem apitar", conclui. Para a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) os árbitros são "sempre mal pagos face aos valores envolvidos em cada jogo de futebol e que o árbitro, é a parle mais pequena da questão". Referência para o facto de os árbitros de futebol estarem sujeitos a descontos ao fisco.
"Os árbitros deviam ter uma correspondência com valores económicos da respectiva modalidade", diz António Sobral. Este árbitro de voleibol compreende que o futebol mexe milhões e que os homens do apito estão sujeitos a grande pressão, mas afirma que em Portugal "o voleibol já gera muito dinheiro que não tem correspondência na arbitragem. Há somas completamente ridículas", dando o exemplo de um juiz de linha que ganha apenas 9 €. "Durante muitos anos fomos o elo mais fraco da modalidade e não o queremos ser mais", conclui.
A Associação Portuguesa de Árbitros de Voleibol (APAV) reconhece que há modalidades mais bem pagas e outras em que as compensações por este grande contributo para o desenvolvimento do desporto em Portugal é menos reconhecido. Os árbitros de voleibol para além do seu contributo para o desenvolvimento da modalidade, têm os seus impostos regularizados, factor que a APAV faz questão de referenciar, pois este factor não está bem esclarecido no desporto nacional.Para José Macau, árbitro internacional de andebol, a realidade entre o futebol e o andebol "é muito diferente. O futebol pode comportar o que os árbitros auferem e o andebol não, mas no futuro as coisas vão ser melhoradas"."Ser árbitro é um mal necessário", diz Rego Lamela, o melhor árbitro do ano de hóquei em patins, que afirma que "ninguém quer jogar sem árbitro". Este juiz considera a arbitragens uma missão, difícil, mas apela ao aparecimento de mais árbitros porque "se existirem mais há uma maior qualidade". Rui Valente, presidente dos Árbitros da Liga de Basquetebol pensa que "os valores pagos em relação às outras modalidades (com o futebol à parte) são razoáveis e equilibrados". Quanto à qualidade dos árbitros de basquetebol, o dirigente diz que é "inequívoca, pois na modalidade não há grandes polémicas". Existem centros de treino com preparadores físicos onde os árbitros de futebol fazem a sua preparação para os jogos, assim como a avaliação duraste alguns períodos para a Comissão de Arbitragem saber como os árbitros estão. Este árbitros contam ainda com o apoio de núcleos onde treinam teórica e psicologicamente. Os árbitros das outras modalidades não têm qualquer treino específico para a sua actividade. Nos cursos a que se encontram sujeitos ao longo da sua carreira, adquirem conhecimentos em matérias que lhes permitem a manutenção de uma forma física adequada para o desempenho das suas funções. Adicionar como favorito (37) | Visto: 339
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