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APAV - Associação Portuguesa de Árbitros de Voleibol

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O que se passa na arbitragem nacional. Imprimir e-mail
António SobralANTÓNIO SOBRAL, Presidente da Direcção da APAV

Nem todos aqueles que estão envolvidos na modalidade têm uma ideia do que se passa na arbitragem nacional.
Se, muitas vezes, embandeiramos em arco, dizendo que estamos ao nível dos melhores da Europa (tecnicamente falando) o mesmo já não poderemos dizer relativamente a determinadas coordenadas por que se devia reger a arbitragem.

Assim, alguns exemplos que irei dar e que são uma realidade no dia em que escrevo este editorial, mais parecem os de um país com um grande atraso na modalidade.

Em diversas associações regionais, os atrasos nos pagamentos devidos aos árbitros têm contornos gritantes: em Lisboa, por exemplo, o último pagamento feito aos árbitros foi o do mês de Novembro de 2001!
Noutros casos, deparamos com árbitros sem os equipamentos oficiais, por incúria das respectivas associações, ou sem progredirem na carreira porque a respectiva associação não promove cursos ou porque não os informa da possibilidade de frequentarem os realizados por outras associações.

Também no Voleibol de Praia têm surgido situações caricatas de associações que recorrem a árbitros de outras áreas com os consequentes aumentos das despesas de deslocação e estadia, simplesmente porque não formou árbitros ou porque criou condições para o seu afastamento. Também é necessário assinalar as péssimas condições para o exercício da função que os organizadores e responsáveis da arbitragem apresentam em diversas competições de âmbito regional e nacional.

Apesar de algumas melhorias relativas, face à denúncia que a APAV fez em Assembleia Geral da FPV, mesmo assim parece-nos injustificado que sejam sempre (e quase desde sempre) os árbitros os parentes pobres da modalidade.

Obviamente, não queremos ser os parentes ricos, apenas ser muito mais respeitados. A APAV começou uma luta pela dignificação dos árbitros e, podemos dizê-lo, hoje já somos ouvidos por parte de algumas entidades da modalidade e a nossa opinião já pesa.

Ainda faltam coisas importantes para que possamos atingir alguns dos objectivos a que nos propusemos: desde já, uma participação da totalidade dos árbitros junto da sua Associação de Classe, para que reforcemos o espírito de grupo, condição necessária para fazer face a estas adversidades. Ficamos à tua espera!

Por fim, quero deixar um abraço e votos dos maiores êxitos ao nosso colega Arnaldo Rocha na sua participação no Campeonato do Mundo da Argentina.

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