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Em recente artigo publicado no jornal O Jogo (12 de Março), Alcides
Freire fazia referência às quase abissais diferenças no tocante aos
pagamentos à arbitragem do Hóquei em Patins relativamente ao que se
passa em Espanha: por exemplo, um árbitro recebe por um jogo da 1ª
Divisão 44,89 euros em Portugal, enquanto que, em Espanha, um jogo da
mesma categoria vale 193 euros para o árbitro principal e 163 euros
para o 2º árbitro. Um jogo da 3ª Divisão portuguesa é pago a 19,95
euros e no país vizinho a 139 euros. Em Espanha, os pagamentos são feitos ao mesmo tempo que os árbitros recebem a nomeação, enquanto que, por cá, os nossos colegas do Hóquei em Patins ainda levam mais tempo a receber do que nós próprios (3 a 4 meses, em média).
Se excluirmos as modalidades profissionais, em Portugal os pagamentos das arbitragens são equiparáveis: 39,42 euros para um jogo da Divisão de Elite do Andebol, os já referidos 44,89 euros para um jogo da 1ª Divisão de Hóquei em Patins e 40,39 euros ou 34,51 euros para um jogo da Divisão A1 do Voleibol. Não sabemos, de momento, o que os nossos colegas árbitros de Voleibol espanhóis auferem mas adivinhamos que será bem mais do dobro dos nossos prémios. É evidente que o nível de riqueza existente entre os dois países é um facto indesmentível, mas se tivermos em conta que, neste nosso país, já se pagam salários a jogadores e técnicos nestas modalidades ainda “amadoras” que lhes permitem serem profissionais, talvez os baixos prémios e outras despesas pagas aos árbitros tenham outras razões de ser, que não as meramente económicas.
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