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| POR UMA ESCOLA DE ÁRBITROS DE VOLEIBOL |
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ALCIDES GAMA, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da APAVTodos os processos de desenvolvimento se fundamentam e consolidam através de programas de educação e formação dos seus agentes, que no caso da actividade desportiva, são ao mesmo tempo e em grande parte os próprios destinatários do processo. Também um processo de formação que se pretenda sustentado e constitua um verdadeiro instrumento de desenvolvimento tendo em vista a obtenção de níveis de excelência dos praticantes deve ser alicerçado em princípios que garantam um adequado modelo de intervenção pedagógica, o uso de metodologias e técnicas didácticas que possibilitem um processo de aprendizagem baseado no rigor da organização, na competência do corpo docente, na progressão continua dos alunos e num modelo de avaliação sério e rigoroso.
Este é o desafio que os árbitros, de forma isolada ou organizados através da sua Associação de classe deveriam encarar como principal prioridade. Serem cada vez mais exigentes consigo próprios na procura de níveis de desempenho de qualidade e assumirem a sua carreira como um processo permanente e contínuo de formação e aperfeiçoamento.
Este objectivo poderá ser conseguido através da criação de escolas de árbitros onde, de forma estruturada e organizada, os árbitros-alunos aprendem, reflectem, analisam e prestam provas, tanto ao nível técnico e físico, como ético e comportamental. A montagem deste sistema é um desafio estimulante e inovador que estou certo poderá ser aproveitado quer pela Federação quer pela Associação de Árbitros, ou por ambos de forma coordenada e assente em protocolos de colaboração. Quando penso e falo de ESCOLA, estou mesmo a pensar em escola, ou seja um sistema organizado, com responsáveis, com corpo docente próprio, com instalações adequadas, com horários em sala e acompanhamento na actividade prática dos alunos. É um projecto que me parece perfeitamente exequível, auto-financiável e merecedor, estou certo, do apoio de autarquias e dos organismos oficiais responsáveis pela formação dos agentes desportivos. A escola funcionaria em paralelo com a actividade normal do árbitro no âmbito da sua carreira definida nos termos do Regulamento de Arbitragem, e na frequência das acções de formações que está obrigado a participar, sendo no entanto estabelecidos para a escola e seus alunos objectivos de aproveitamento de nível elevado. É um desafio, um desafio difícil, mas suficientemente estimulante para, estou certo, ser encarado a sério e levado à prática. É também um desafio colocado à própria APAV para ajudar e incentivar a sua concretização. Adicionar como favorito (36) | Visto: 235
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